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Meta de Mark Zuckerberg adquire startup de IA Manus

A Meta Platforms, empresa controladora de redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, em um negócio avaliado em mais de US$ 2 bilhões. A transação faz parte da estratégia da companhia liderada por Mark Zuckerberg de reforçar sua atuação no setor de IA, onde busca competir com gigantes como Google, OpenAI e Microsoft.

A Manus é uma empresa especializada em agentes de IA capazes de executar tarefas complexas de maneira autônoma — desde análises de dados e pesquisas de mercado até atividades de programação — sem depender de instruções detalhadas constantemente. Esse tipo de tecnologia representa uma evolução em relação aos chatbots tradicionais, pois os agentes funcionam como assistentes digitais capazes de realizar trabalhos completos de forma independente.

Originalmente fundada na China em 2022 pela empresa Butterfly Effect, a Manus mudou sua sede para Singapura em 2025, em meio a um clima de grande competição tecnológica global e tensões geopolíticas entre Estados Unidos e China. Nos últimos meses, a startup ganhou destaque ao ultrapassar a marca de US$ 100 milhões em receita anual recorrente em apenas oito meses de operação, com milhões de usuários pagando por seu serviço de IA.

Manu ai

Um dos aspectos mais comentados do acordo foi a decisão de eliminar totalmente os vínculos acionários com investidores chineses. Segundo a Meta, a compra incluiu a aquisição de todas as participações provenientes da China, e os serviços da Manus no país serão descontinuados como parte do acordo, deixando a empresa sem laços de propriedade com acionistas chineses após a conclusão da aquisição.

A Meta afirmou que pretende manter a marca Manus ativa em Singapura, onde a maior parte da equipe já está baseada, e que continuará a comercializar seus produtos de forma independente. Ao mesmo tempo, a tecnologia da startup será integrada às plataformas e ferramentas de IA já oferecidas pela Meta, incluindo o assistente Meta AI, com o objetivo de ampliar as capacidades da empresa nessa área estratégica de tecnologia.

Para Zuckerberg, essa aquisição não só reforça o compromisso da Meta com a inteligência artificial, mas também representa um passo significativo na transformação de seus investimentos em IA em produtos com potencial de retorno comercial. A aposta em agentes de IA autônomos indica uma mudança de foco — de sistemas que apenas respondem a perguntas para ferramentas capazes de agir e resolver problemas de maneira independente.

Especialistas do setor observam que esse movimento pode ajudar a Meta a acelerar o desenvolvimento de tecnologias avançadas de IA, ao mesmo tempo em que equilibra os desafios políticos e regulatórios relacionados à colaboração internacional em tecnologia de ponta.

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